🐾 Animais

Os elefantes e sua flatulência épica

Um elefante africano adulto come até 200 quilogramas de material vegetal por dia e bebe 150 litros de água. O que sai pelo outro extremo é — para dizer o mínimo — impressionante. A flatulência dos elefantes é lendária entre os cuidadores de zoológicos: alta, frequente e em uma escala que regularmente surpreende os visitantes. Mas por trás do humor há uma biologia fascinante — e uma relevância climática surpreendente.

O intestino do elefante: uma fábrica de fermentação

Os elefantes são fermentadores do intestino posterior — ao contrário dos ruminantes como as vacas que pré-digerem alimentos no estômago, nos elefantes a fermentação principal ocorre no ceco e no cólon. O trato intestinal do elefante pode atingir um comprimento total de 35 metros e fornece uma enorme superfície de fermentação. As bactérias intestinais decompõem as fibras vegetais ricas em celulose e lignina — um processo que produz enormes quantidades de hidrogênio, metano e CO₂. Estima-se que um elefante adulto produza várias centenas de litros de gás intestinal por dia.

Relevância climática: os elefantes são uma fonte de metano?

A questão de se os elefantes contribuem significativamente para o metano atmosférico tem ocupado os pesquisadores. Ao contrário do gado — criado em bilhões em todo o mundo — estima-se que haja apenas 400.000 a 500.000 elefantes na África e cerca de 40.000 na Ásia. Suas emissões absolutas de metano são portanto globalmente pouco relevantes. Na pré-história poderia ter sido diferente: quando os mamutes habitavam a América do Norte e a Eurásia em imensas manadas, seus gases intestinais podem ter feito uma contribuição mensurável para a atmosfera.

Acústica e cheiro: o que os cuidadores de zoológicos relatam

Quem já esteve perto de um elefante peidando não esquece. O alcance acústico é impressionante: desde rugidos profundos e ressonantes até assobios de alta frequência que lembram um pneu perdendo ar. O som é produzido pela vibração dos músculos do esfíncter — similar aos humanos, mas amplificado por ordens de magnitude. O cheiro, segundo os cuidadores de zoológicos, é 'dominantemente vegetal e mofado' e significativamente menos desagradável do que os gases humanos ou de carnívoros, porque os elefantes são herbívoros e produzem quase nenhum composto de enxofre.

A flatulência dos elefantes como objeto de pesquisa

Os gases intestinais dos elefantes são surpreendentemente bem pesquisados porque os elefantes de zoológico são facilmente acessíveis. Os estudos mostraram que os microbiomas dos elefantes são significativamente compostos de maneira diferente dos humanos ou bovinos. Particularmente interessante: os microbiomas dos elefantes diferem consideravelmente entre animais selvagens e em cativeiro — os elefantes de zoológico têm um microbioma menos diverso, o que pode estar associado a problemas de saúde.

Você sabia?

Curiosidade

No zoológico Hagenbeck em Hamburgo, os cuidadores relataram que um touro particularmente grande produzia flatulência tão intensa após comer frutas fermentadas que os visitantes em um grupo próximo confundiram a atuação acústica com um sistema de ventilação defeituoso e apresentaram reclamações à segurança. A segurança respondeu — e descobriu: tudo normal, apenas um elefante.

Fontes

Artigos relacionados

Ir para a Galeria 💨

‹ Voltar à Enciclopédia